quinta-feira, 14 de março de 2013

Um dia na vida da bailarina do Royal Ballet

Olá! Hoje viemos falar sobre um orgulho brasileiro: Roberta Marquez. Roberta começou a estudar ballet no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com seis anos. Formou-se 10 anos depois. Mas, sua vida começou a mudar em 2001, quando a coreógrafa russa Natalya Makarova veio ao Brasil remontar um balé e se encantou com Roberta. Mais tarde, Makarova foi contratada pelo Royal Ballet de Londres para fazer uma nova produção de "A bela adormecida". Em janeiro de 2003, uma bailarina ficou grávida e Roberta foi convidada para algumas récitas. Acabou se apresentando no mesmo ano mais lá do que aqui. Após o sucesso desta temporada, recebeu outros convites e acabou participando de temporada da companhia inglesa na Rússia. Depois, voltou a Londres para dançar "Giselle". O maior prêmio que ela conquistou foi em 2001: uma medalha de prata no Concurso Internacional de Moscou. Há oito anos Roberta ocupa o cargo máximo de uma das principais companhias de dança do mundo, o Royal Ballet de Londres. Achamos uma matéria muito legal publicada na revista Serafina, da Folha de São Paulo, no dia 26 de setembro de 2010, onde a querida Cássia do blog Dos passos da bailarina publicou o texto completo no blog dela, deixamos abaixo o texto e para quem quiser ler no blog dela: aqui. O texto é muito interessante e muitas coisas chamam atenção. 

Sapatilhas e fanta laranja, por Roberto Kaz

Numa quinta-feira recente, fazia frio em Londres. Chovia e ventava – o que, para corpos mais frágeis, impedia qualquer investida à rua sem o auxílio prévio de um pão quente e de uma xícara de café.
Com seus 43 quilos, a bailarina Roberta Marquez preferiu sair de barriga vazia. Vestiu collant, calça e casaco. Com o cabelo preso, tomou o metrô rumo à Royal Opera House, sede do balé onde trabalha. Às 10h, minutos antes da aula matinal, tomou café e beliscou um croissant. Mais não comeu. “Senão fico cheia”, justificou.
Roberta é primeira-bailarina do Royal Ballet – cargo de maior importância na mais prestigiosa companhia britânica de dança clássica. Entre os principais grupos de balé do mundo, apenas outros dois brasileiros ocupam posição similar. Roberta é a única do sexo feminino, em que a concorrência é fortíssima. “Os meninos, na infância, ganham bola de futebol. As meninas, sapatilhas. O universo da dança tem muito mais bailarina que bailarino”, explica.
Bailarinos, à diferença de funcionários, trabalham nos fins de semana. Logo, pela heterodoxia de horários, tendem a se casar com membros da mesma espécie. Roberta divide um apartamento com o cubano Arionel Vargas, também primeiro-bailarino, mas do English National Ballet, companhia inglesa de menor distinção. Os dois acordam regularmente às 9h para, uma hora depois, estarem a postos para os ensaios matinais – cada qual em um teatro.
Naquela quinta-feira, ela achou um assento vazio no metrô. Aproveitou o trajeto para ver, no iPod, um vídeo da coreografia que estava ensaiando – para a “Sinfonia em Dó Maior”, do compositor francês Georges Bizet. Já no teatro, trocou os sapatos por sapatilhas, vestiu polainas (para aquecer os tornozelos) e se juntou a 25 outros bailarinos para a aula masculina (homens e mulheres fazem aulas separadas, mas, por ocupar um cargo de destaque, Roberta tem direito a escolha).
Sob o comando quase militar da professora cubana Loipa Araujo, que supervisionava a execução dos passos (“Um, dois, ‘demi-plié’. Um, dois, ‘echappé’”), Roberta se alongou, flexionou, saltou, deu piruetas. Em seguida, já devidamente aquecida – e suada –, vestiu o figurino para o primeiro ensaio. A sala foi tomada por dezenas de bailarinos, um pianista, uma leitora de benesh (a partitura para balé) e pela diretora Patrícia Neary. Pelo resto do dia, ela ainda teria um segundo ensaio e um intervalo para a prova de roupas. “Não tem como comparar minha vida aqui com a do Brasil. Tudo muda, até os detalhes do figurino”, ela disse. “Hoje, não preciso me preocupar com nada, só com a dança. No Brasil, eu tinha que comprar sapatilha, me preocupar com o meu salário, porque, às vezes, faltava.”
Primeira-dama
Roberta Marquez nasceu há 33 anos no Rio de Janeiro. Entrou na Escola Estadual de Dança do Teatro Municipal aos oito anos, após ser levada pela mãe para assistir ao balé “O Lago dos Cisnes”. Aos 16, já fazia parte do corpo de baile e, aos 24, era primeira-bailarina do grupo. O novo cargo, em vez de alegrá-la, gerou frustração: “No Brasil, com sorte, você consegue fazer três balés por ano. Quando virei primeira-bailarina, eu me vi pensando: ‘É isso? E agora? Eu quero dançar.’”.
Em 2003, devido à contusão de uma dançarina do Royal Ballet, Roberta integrou provisoriamente a companhia britânica. O convite foi intermediado pela diretora russa Natália Makarova, que, meses antes, a conhecera no Teatro Municipal do Rio. “Eles precisavam de alguém para fazer a Bela Adormecida”, Roberta lembrou. “Treinei como louca durante três meses. Estava muito nervosa.” Um ano depois, seria contratada em definitivo, já como primeira-bailarina: “Não imaginei que chegaria aqui dessa maneira. Se não fosse tão rápido, teria tentado com minhas próprias pernas, mas provavelmente começaria em outra posição”, disse.
Ela diz jamais ter pensado em outro tipo de dança que não a clássica: “Não quis ser do Grupo Corpo. No balé clássico, você sempre conta uma história. No contemporâneo, não. Aqui, um dia eu sou um cisne, no outro, Bela Adormecida, no outro, Julieta”. Tampouco sonhava com as companhias russas de dança: “Pensava no Royal Ballet, na Ópera de Paris e no American Ballet Theatre. Na Rússia, eles têm uma obsessão pela execução perfeita. Você acaba virando uma ginasta.”.
A bailarina diz ter mudado o estilo desde que chegou ao grupo britânico. “Quando era mais jovem, eu me preocupava demais com a técnica. Mas ela sozinha não basta. Consigo ver quando alguém está dançando com o corpo, mas sem a cabeça. É o conjunto que faz diferença.” Hoje, ao fazer um balé como Romeu e Julieta, diz “pensar em tudo o que se passa na cabeça dela quando vê Romeu morto”: “Aqui, na Inglaterra, eles dão mais valor à atuação. Às vezes, eu me sinto uma atriz sem falas.”.
O cotidiano, no entanto, faz que se lembre de que não é uma atriz sem falas: bailarinos, qual jogadores de futebol, contundem-se. Em janeiro, Roberta estirou a panturrilha. “Foi o primeiro machucado sério que tive em Londres.” Após pausa de quatro dias, voltou ao batente: “A vida no balé não é fácil. Você sacrifica tudo”, diz. Por tudo, entenda-se gravidez (“Não posso abrir mão da carreira.”) e prazeres da mesa (“Muito raramente bebo um vinho. Se tenho que me apresentar de branco, fecho a boca.”).
Às 16h, Roberta interrompeu a entrevista para a prova de figurino. Antes de se despedir, indagou se o repórter já havia almoçado. Ao ouvir a mesma pergunta em resposta, indicou com os olhos a lata de refrigerante que segurava, uma Fanta Laranja. Era o seu repasto.
Revista Serafina, Folha de S.Paulo, 26 set. 2010.

E recentemente, quando Roberta esteve no Rio para a Gala no Theatro Municipal ela deu uma entrevista para CARAS, vale a pena conferir: aqui. Bisous. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Dedicação, cobrança e disciplina

Olá! Hoje viemos comentar sobre dedicação, cobrança e disciplina, que são assuntos ligados. É preciso amar muito o ballet para conseguir aguentar toda a pressão e as dificuldades que ele nos trás e além de tudo isso dedicar-se ao máximo. Achamos um vídeo que mostra a aula feminina e a masculina de alunos do Bolshoi, crianças, no caso... É possível observar que com pouca idade a cobrança já é imensa e a disciplina é de se admirar! E é isso que realmente teria que acontecer em todas as escolas de ballet, deveria ser cobrado e estipulada uma disciplina desde pequenos, uma disciplina rigorosa e uma cobrança grande para que assim quando crescerem terem uma ótima base. Então que isso sirva de exemplo e que cada vez mais cresça a nossa dedicação e disciplina e que sempre tenhamos força para aguentar as cobranças! Deixamos aqui o vídeo, bisous.

domingo, 10 de março de 2013

Barbie em o Quebra Nozes: Vivendo um sonho de Ballet

Olá! Mais um documentário... Agora é melhor ainda, ele está em português! Muito legal, vale a pena assistir. Ele está dividido em 3 partes, esperamos que gostem. Bisous.
Mattel Entretenimento e Escola do Ballet Americano apresentam: "Vivendo um Sonho de Ballet"
Seis garotas, diferentes, e com um objetivo principal: serem bailarinas. Maria Kowroski, a principal bailarina do Ballet da Cidade de Nova York conta sua história junto com outras 5 meninas."Vivendo um sonho de ballet" nos ensina a acreditarmos em nossos sonhos e que somos capazes.
No youtube: Parte 1 - Parte 2  - Parte 3

sexta-feira, 8 de março de 2013

Feliz Dia da Mulher!

"Quem você pensa que é?"
perguntou pra mim de queixo em pé...
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.
Martha Medeiros

Bailarinas são as mulheres que fazem de tudo e mais um pouco. Nossa vida é estressante, corrida, cansativa, sofrida... Mas sobrevivemos, vivendo um dia de cada vez. Mesmo com as dificuldadades, estamos sempre procurando fazer mais e mais. Fazemos o que amamos, então o resto não importa.

Parabéns mulheres! De salto, de tênis ou de sapatilhas, vocês surpreendem cada vez mais.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Colo de pé falso

Olá! Hoje vamos falar sobre um grande artefato para as bailarinas: COLO DE PÉ FALSO! Essa é uma dica que todas podem usar porque valoriza a linha de perna de qualquer um. O que ajuda é que tem um modo fácil de utilizar e passa despercebido a muitos olhares achando que é natural, tem dois tipos:
Para verem um pouco dessa divindade, rsrs: 
Vá logo atrás do seu, haha. Bisous

segunda-feira, 4 de março de 2013

Aurelie Dupont- L'espace d'un instant

Olá! Hoje viemos mostrar um documentário que achamos sobre a Aurélie Dupont. Dividido em oito partes, ele foi filmado ao longo de três anos. Todo falado em francês, sem legendas, podem assistir sem receio, porque isso não atrapalha em nada. É muito legal, vale a pena assistir... Mostra ela com 12 anos até agora adulta. Aqui deixamos uma montagem com cenas do documentário e em baixo os links para vocês assistirem o documentário completo no youtube, ele está dividido em 4 partes, esperamos que gostem. Bisous. 



Documentário: Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4

sábado, 2 de março de 2013

Bolshoi Ballet Class Concert

Olá! Hoje viemos mostrar os vídeos do Concerto de Classe do Bolshoi, onde eles fazem uma apresentação mostrando exercícios de aula, é bem legal... Deixamos aqui o de 2011 que é o mais recente que tem no youtube, mas em baixo deixaremos também o de 2007 e o de 2009. Esperamos que gostem, bisous.

Bolshoi Ballet & School Class Concert 2007: Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4
Bolshoi Ballet & School St Petersburg Class Concert 2009: Parte 1 e Parte 2
Bolshoi Ballet Class Concert 2011: Completo